Para entender o Perpétuo Insigne a história vai ser contada do início ,antes da formação da banda.

Quando comecei aprender a tocar guitarra ,já tinha a idéia de tocar músicas próprias e até já arranhava minhas primeiras composições.

A minha primeira banda foi o grupo Havana, que tinha um repertório eclético amalgamando vários estilos, mas no geral era uma banda de pop razoavelmente pesada, nunca chegou a gravar nenhum disco só com músicas próprias, mas existe um trabalho com covers.

Saí do Havana em 2001 e comecei a arquitetar um novo projeto (Flyer Lizard),tratava-se de um grupo executando covers e algumas composições minhas, o estilo já havia sido alterado, agora tratava-se de Punkrock e Hardcore, porém essa banda não saiu dos ensaios e quase um ano depois encerrou as atividades.

Nesse período passei a escutar outros estilos e comecei a gostar de metal, óperas, músicas clássicas e a admiração por músicas medievais começou a manifestar-se, daí no final de 2002 (ainda no colégio) o embrião das atuais músicas do perpétuo começou a surgir.

Quando eu já tinha em torno de duas ou três músicas prontas ,embora a maioria dos arranjos não existissem ainda,iniciei o processo de formação da banda.

Em 2003 chamei um amigo que estudava comigo (Thiago) pra tocar baixo, ele começou a treinar com o violão pois não possuía baixo na época, enquanto ele treinava fui atrás do baterista ,tratava-se de um conhecido meu( na época), eu não tinha muita intimidade com ele, o conheci através de alguns amigos de Gravatá, e de vez em quando encontrava-o nos shows aqui da cidade e ficava falando de música,seu nome: Cayo, um dia em sua casa mostrei as músicas (tratava-se de metal em português) ele falou que não era o estilo dele e não se interessou muito\,(se naquele momento eu tivesse desanimado por isso, não estaria com um disco gravado hoje e uma banda na ativa), porém dentro de um ou dois meses aconteceria o festival de bandas do Diocesano, então me veio a idéia de ligar para casa de Cayo.

Segue agora a linguagem coloquial

- Alô Cayo!?

- Sim!?

- É Henrique, olha vai haver um festival de bandas do Diocesano e eu queria saber se tú poderia tocar com agente...

- Mas é que....

- Não se preocupa não pow, é só para o festival, depois agente desmancha a banda.

- tá massa então..., é pra tocar o quê!?

- Aquelas músicas próprias que te mostrei...

– tá certo...

- pronto combinado então, ligo de volta pra dizer quando vai ser o ensaio,... xau!!!...

—blz... Xau...

Assim começou...

Mas no início éramos só estudantes e não tínhamos muita verba para ficar alugando estúdio a toa, daí antes de entrar em um , o pessoal vinha para minha residência ensaiar as músicas na base do violão, guitarra ligada baixinha e no caso de Cayo, tocava uma bateria imaginária , havia outro componente que na época também estudava comigo( Cliver), que vinha também.

Quando todos já haviam entendido razoavelmente o funcionamento das músicas marcamos os ensaios de estúdio visando a apresentação no concurso,no primeiro ensaio, embora as músicas fossem próprias, não sei como foi aquilo ,funcionou como se já tocássemos a algum tempo, daí no intervalo de uma música para outra, escutei algo que me deixou animado:

Cayo disse:

- Tái doido véi, esse banda tá massa dimais, depois do concurso eu não vou querer desmanchar não véi....

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